
Por perder tanto tempo me preocupando com o que sinto, já perdi as contas de quantas vezes perguntei a mim se realmente há tanta beleza em cometer delitos por amor, se há tanta indelicadeza ao dizer não com firmeza, se há tanta tristeza ao dizer adeus.
Quase sempre formamos com letras as palavras mais dolorosas do mundo, ou nem tanto. Talvez tenhamos que aprender a ouvi-las de uma melhor forma, o problema nem sempre está no que foi dito e sim no que se ouviu. Os detalhes nem sempre estão nas palavras que saem da boca, talvez nas palavras que o corpo diz sem ser preciso dizer palavra alguma.